Porque conviver com deficientes visuais ensina tolerância
- Camila Monteiro

- 24 de abr.
- 2 min de leitura

“Estrela, estrela, como ser assim, tão só, tão só, e nunca sofrer, brilhar, brilhar, quase sem querer, deixar, deixar, deixar, ser o que se é…”
Motivo: ter que estar atento aos obstáculos e à descrição correta e específica dos ambientes quando se acompanha um DV faz com que o vidente pratique, é muito, a tolerancia….😆🙏🏼🙆🏼♂️.
Não existe nenhuma chance de não exercitar, mesmo que seja o minimo, esta preciosidade. Quem enxerga é muito responsável pelo DV quando o acompanha e, exatamente por isto, precisa respeitar e priorizar o ritmo de quem tá em desvantagem. Claro que não quero dizer que o mundo gira ao redor do DV, e, muito menos, que DV’s não podem andar e fazer as coisas sozinhos!🤨😝🙃!
O fato é que o vidente deve aprender a ser mais calmo e detalhista, o que não é fácil nem agradável pra quem é mais acelerado e mais direto: a caminhada precisa ser alinhada e no mesmo compasso, a explicação do que está acontecendo ao redor, desde móveis, objetos, buracos e degraus, até pessoas conhecidas ou não, suas características gerais e quem está perto ou longe. Isto tudo possibilita ao vidente um olhar mais profundo do que se vê, a vivência real do agora, uma nova forma de perceber e entender o mundo.
Ser mais tolerante é uma baita oportunidade para diminuir a frequência, de sentir mais, de explorar novos conhecinentos, com outros olhos. E é aqui que conviver com DV’s se destaca: passar un tempo conosco só faz a tolerância crescer! Seja com um auxílio aleatório, seja como acompanhante frequente, quem enxerga adquire postura e visão pacientes, o que faz a vida mais leve e generosa.
Então, videntes queridos. Bora trabalhar a tolerância que conviver com o DV traz!💝




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