top of page

Bora aprender DV, querido!😆🎽⛹🏽‍♂️🧘🏽‍♀️🧗🏽🚵🏿‍♂️🎨🎭🎤🎬🎧🎼🤓👩🏿‍🎓👩🏻‍🏫🧑🏼‍🏫👩🏼‍💻

  • Foto do escritor: Camila Monteiro
    Camila Monteiro
  • há 10 minutos
  • 3 min de leitura


Uma mulher com deficiência visual está sentada à mesa, usando óculos escuros e fones de ouvido. Ela sorri enquanto segura um celular com um aplicativo de aprendizado de francês. Sobre a mesa há um equipamento de escrita em braille, cadernos, livros, um pequeno enfeite da Torre Eiffel e um notebook aberto ao lado. O ambiente parece tranquilo e voltado ao estudo.
Bora aprender DV, nunca é tarde para adquirir novos conhecimentos. Foto gerada por IA.

Já falei, aqui no blog, sobre os estímulos trazidos pela deficiência visual. Neste mês, também falarei sobre este assunto. Porém, vou trazer estímulos que, certamente, ou demorariam muito para acontecer, ou nunca aconteceriam se não fosse por causa da deficiência visual.

Como DV, digo, com muita propriedade, que sair da zona de conforto é essencial para lidar com o desafio constante de não enxergar. E, como nós, seres humanos em geral, enxergando ou não, temos a triste tendência de sermos avessos à mudança, acredito que ser DV traz, de forma obrigatória, este ponto positivo.

Novas aprendizagens, novas formas de se descobrir e trabalhar mente e espírito são alguns exemplos que aprofundarei, pelo -1 pouquinho, nos posts a seguir. Espero que gostem e que consigam perceber que, só porque não se enxerga, não significa que novas descobertas e novas formas de viver e conviver são impossíveis…. Com um pouco de esforço e muita paciência, dá-se um jeito!😆


“… sou eu que vou ser seu colega, seus problemas ajudar a resolver, te acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver….”


Novas aprendizagens: Baita desafio! Uma das primeiras coisas que pensamos quando somos DVs é como vamos aprender algo novo. Principalmente, quando deixamos de enxergar com o tempo, como foi o meu caso.

Somos dependentes da visão, e, quando não a temos, fica parecendo que é bem improvável aprender uma novidade. Mas, não é!

Novos idiomas, instrumentos musicais, cursos de capacitação ou especialização…. Tudo é possível…. E o que torna estes exemplos possíveis é uma palavrinha mágica: a comunicação.

Ao buscar algum tipo de curso ou aula específica, é fundamental falar sobre a deficiência visual. Explicar como o professor ou professora pode tornar a nossa aprendizagem mais fácil, prática e profunda é a primeira grande dica. A segunda coisa é visitar o espaço onde o curso ou as aulas serão ministrados, caso sejam presenciais. Isto ajuda muito na “quebrada do gelo”, tanto na parte de conhecer o espaço, mesmo que de forma mínima, quanto pra conhecer a equipe do local, ter um primeiro contato sozinho com os responsáveis…. Isto também nos traz segurança e confiança, nos deixa mais leves e tranquilos pra aprender melhor.

Outro ponto importante é saber como os respectivos materiais e conteúdos serão passados. Verificar, a partir daí, se o celular, tablet ou computador que serão utilizados por ti nas aulas são compatíveis com os tipos de arquivo e documentos específicos é fundamental pra organização do DV e do professor. No caso de não ter compatibilidade, construir em conjunto ferramentas e maneiras de acessibilizar o conteúdo, lembrando sempre que as instituições de ensino, de qualquer área, precisam estar preparadas pra atender e contemplar o público com deficiência. Claro que defendo o trabalho em parceria com o DV por que ninguém melhor do que a própria pessoa que não enxerga pra falar o que fica mais fácil e mais eficaz pra ela na hora da aprendizagem, né?

Eu, por exemplo, estou fazendo francês. É minha primeira experiência como aluna em cursos depois de perder a visão. Conversei sobre a minha deficiência com a coordenadora da escola e, depois, com a minha professora, antes de começarem as minhas aulas. A coordenação me enviou, como exemplo, alguns arquivos em PDF pra eu testar no meu telefone, por onde eu faço o curso, todo on-line. Como deu tudo certo, testei a acessibilidade de voz, para ver se rolava colocar o idioma francês na hora de estudar e ler os documentos, pois, assim, já escutava a pronúncia correta. Também, tudo certo.

Às vezes, preciso recorrer à minha mãe pra ler o arquivo e ver se tem alguma pontuação ou esclarecer alguma dúvida com relação a alguma palavra ou expressão, mas, isto faz parte. Quem não enxerga precisa sempre recorrer, mesmo que minimamente, a um vidente pra descobrir ou confirmar algo. Então, videntes e DV’s, aceitem que dói menos! Paciência, humildade e respeito precisam andar juntos nesta parceria!🤓😄!

Logo, meus queridos, pode-se perceber que é muito possível continuar aprendendo, se desafiando e se aventurando por terras desconhecidas: seja um novo idioma, um instrumento musical, uma nova habilidade, como canto, gastronomia, dança…. Não importa a área, desde que exista interesse, esforço e respeito ao próprio ritmo…. O conhecimento nos liberta, nos motiva hinos abre pro novo, permitindo que nos descubramos constantemente, além da deficiência. Então, Bora aprender coisas novas, DV queridinho!😉🙃! 👉 Acompanhe a nova série no canal Tu Viu, no YouTube: Perguntas Bestas – Haja TolerânciaUma série direta, útil e necessária sobre perguntas inadequadas que pessoas com deficiência visual escutam no dia a dia — e sobre como elas poderiam (ou deveriam) ser feitas.Com informação, vivência real e um toque de humor afiado, Camila promove autonomia, respeito e conscientização.

🎥 Assista ao primeiro episódio!


Comentários


bottom of page